Retirada da vacinação da febre aftosa no rebanho brasileiro pode atrasar por causa do coronavírus, diz ministério

Fonte Globo Rural

O rebanho bovino brasileiro não registra nenhum caso de febre aftosa há quase 15 anos. A doença, que é transmitida por um vírus, causa frieiras e aftas no animal, provocando restrições para as exportações de carne do país.

De olho na abertura de novos mercados, o Brasil está tentando ser reconhecido como um país que erradicou a aftosa sem precisar vacinar o gado, que é o status máximo de sanidade nesse setor.
O país criou em 2017 um plano federal para a retirada gradual da vacinação por blocos regionais. O objetivo é se tornar livre de aftosa sem imunização até 2026. O status é concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal.

Para conseguir a certificação, é preciso seguir regras sanitárias rígidas nos cuidados nas propriedades e transporte do gado. Por enquanto, Santa Catarina é o único estado que já recebeu o título, em 2007.

Os outros estados são considerados livres da aftosa com vacinação e entraram para o programa.

O cronograma do governo começou por Acre, Rondônia, Sul do Amazonas e parte de Mato Grosso, que vacinaram o rebanho pela última vez em novembro de 2019. No Paraná, não há mais imunização, já o Rio Grande do Sul faz a última campanha até o fim do mês.

A previsão era de que todos os estados parassem com a vacinação em 2021, mas o Ministério da Agricultura prevê mudanças nesse cronograma por causa da pandemia do coronavírus.

“Os estados vão precisar de aporte financeiro para fazer o fortalecimento das ações de vigilância, e, hoje, esses recursos estão comprometidos em relação à pandemia”, explica o diretor de saúde animal do ministério Geraldo Moraes.

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