Preço do boi gordo é só morro acima

Fonte portal DBO

As boiadas gordas ainda disponíveis nas fazendas neste final de safra não parecem suficientes para atender à necessidade de escala abate dos frigoríficos. “Apesar de enfrentar certa instabilidade no escoamento dos cortes bovinos para o mercado nacional, as indústrias ainda operam com programações regulares de abate de pelo menos cinco dias, para atender a forte demanda internacional pela carne brasileira”, relata a Informa Economics NP.

Além da baixa oferta de machos, os pecuaristas brasileiros têm optado pela maior retenção de fêmeas, visando a reposição dos rebanhos no período de entressafra, o que tem dificultado ainda mais a compra de animais terminados, acrescenta a consultoria.

No entanto, como o esperado para o início da semana, o dia de hoje (8 de junho) não registrou atuação ativa de nenhuma das duas pontas do mercado. Do lado comprador, os frigoríficos ainda avaliam os resultados de vendas no final de semana para se posicionar de forma mais consistente nos balcões de negócios. Por sua vez, do lado vendedor, as ofertas de gado gordo são escassas, quase inexpressivas, relata a FNP.

Nesse contexto, nesta segunda-feira, os preços da arroba da boiada gorda se mantiveram firmes em quase todas as principais regiões pecuárias do País, com registro de algumas altas pontuais em algumas praças.

No Estado de São Paulo, o mercado registrou baixa liquidez de negócios e cotações lateralizadas neste primeiro dia da semana, informa a FNP. As indústrias frigoríficas habilitadas para exportação seguem favorecidas pelo ritmo aquecido dos embarques, além das margens atrativas diante do câmbio desvalorizado, destaca a consultoria. “Diante da baixa disponibilidade de animais terminados e a necessidade de abates das plantas exportadoras, a expectativa é de novas altas nos preços da boiada gorda”, prevê a FNP.

No Mato Grosso, as indústrias com necessidade de abates mais urgentes ofereceram valores mais altos para conseguir efetivar negócios. Em Goiás, os preços também subiram nesta segunda-feira em meio a grande dificuldade da indústria em encontrar animais terminados, informa a FNP.

Em Paragominas, no Pará, os níveis consistentes de chuvas, característicos da região ao longo de todo o ano, mantêm os pastos com boa disponibilidade de massa verde, possibilitando aos pecuaristas a retenção proposital da boiada terminada nas propriedades, com objetivo de especular preços ainda mais altos. Ainda em relação à região de Paragominas, houve relatos de indústrias que, sem conseguir adquirir animais, passaram a operar com abates intercalados ao longo da semana, sendo que os poucos lotes disponíveis na região foram negociados a valores mais altos no dia de hoje.

No mercado atacado, depois das valorizações registradas na semana passada, as cotações dos principais cortes bovinos se mantiveram estáveis. Neste primeiro final de semana de junho, segundo a FNP, o consumo de carne bovina no país registrou um relativo avanço, o que deve dar sustentação para que os preços internos dos cortes se mantenham firmes.

Confira as cotações desta segunda-feira, 8 de junho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 207/@ a (prazo)
MS-Dourados: R$ 183/@ (à vista)
MS-C. Grande: R$ 185/@ (prazo)
MS-Três Lagoas: R$ 185/@ (prazo)
MT-Cáceres: R$ 177/@ (prazo)
MT-Tangará: R$ 177/@ (prazo)
MT-B. Garças: R$ 177/@ (prazo)
MT-Cuiabá: R$ 175/@ (à vista)
MT-Colíder: R$ 171/@ (à vista)
GO-Goiânia: R$ 186/@ (prazo)
GO-Sul: R$ 187/@ (prazo)
PR-Maringá: R$ 187/@ (à vista)
MG-Triângulo: R$ 194/@ (prazo)
MG-B.H.: R$ 188/@ (prazo)
BA-F. Santana: R$ 192/@ (à vista)
RS-P.Alegre: R$ 192/@ (à vista)
RS-Fronteira: R$ 190/@ (à vista)
PA-Marabá: R$ 190/@ (prazo)
PA-Redenção: R$ 188/@ (prazo)
PA-Paragominas: R$ 197/@ (prazo)
TO-Araguaína: R$ 187/@ (prazo)
TO-Gurupi: R$ 185/@ (à vista)
RO-Cacoal: R$ 177/@ (à vista)
RJ-Campos: R$ 183/@ (prazo)
MA-Açailândia: R$ 182/@ (à vista)

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