Posso aproveitar a reforma do pasto e plantar milho para fazer silagem?

Criador disse que o pasto de Braquiarão não está se desenvolvendo e por isso quer saber se consegue plantar milho na recuperação ou se deve formar a área para consorciar

Fonte Giro do Boi

O produtor Jerônimo Silva, que tem propriedade em Uberlândia-MG, disse que está com uma dúvida no que diz respeito a recuperação da pastagem em sua propriedade.

“Tenho um pasto de oito hectares já formado com Braquiarão, porém ele não está se desenvolvendo bem. Pretendo fazer a correção de solo, inclusive fazendo a gradeação. A minha pergunta é: posso aproveitar esse pasto, com a correção de solo e gradeado, para plantar milho voltado para a produção de silagem? Não gostaria de usar glifosato e também, se possível, de não jogar novas sementes. É possível? Como proceder?”, escreveu.

O zootecnista Tiago Felipini, que é consultor da Alcance Planejamento Rural especialista em nutrição e também pecuarista, respondeu as perguntas enviadas pelo produtor mineiro.
“Sim, você pode usar a área que você está corrigindo, incorporando esse calcário, gradeando, como você informou, para plantar o milho de silagem, como você quer fazer”, confirmou o consultor.
No entanto, segundo o especialista, o produtor não conseguirá implementar sua ideia meramente com a recuperação da área, mas sim formando nova área de milho + Braquiarão.

“Não, você deve plantar o capim Braquiarão junto com o milho. Se você tem foco na formação do pasto após a lavoura, você deve plantar o capim, sim. Se não quiser plantar simultaneamente junto à semeadura do milho, você pode plantar na adubação de cobertura tranquilamente. Talvez seja até melhor e evita a competição entre o milho e o capim Braquiarão”, analisou.

“Você pode estar plantando com 30 dias ou um pouco mais depois do plantio do milho, você semeia o capim, faz junto com o cultivador que vai estar adubando esse milho e aí, 15 dias depois, no máximo, você vai ter esse capim germinando. E quando cortar a silagem, esse pasto vai estar praticamente formado”, projetou.

Felipini também deu dicas para que o pecuarista aproveite ao máximo a nova área formada. “Você deixa o pasto vedado mais 30 a 60 dias. Conforme a sua demanda de pasto, você pode deixar ele vedado para se formar melhor, atingir a altura correta de pastejo e você começa a explorá-lo pensando no final do verão ou no outono/inverno”, considerou.

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