O aumento de 6,3pc no preço do diesel para uma média de R$3,72/l nas refinarias da Petrobras não era esperado pelo mercado

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 31, um aumento de R$ 0,22 no preço do litro diesel para as distribuidoras. O reajuste passará a valer a partir deste sábado, 01.Com o reajuste, o preço médio do diesel passará a ser de R$ 3,72 por litro do combustível nas refinarias.
O Preço médio passará a ser de R$ 3,72 por litro do combustível. Reajuste preocupa o governo porque impacta diretamente no preço dos alimentos e na inflação e, segundo a Petrobrás, coloca os preços próximos à paridade com os preços negociados nos portos de Santos e Paranaguá.
Além da alta nas refinarias da Petrobras, o diesel vai ficar mais caro por causa do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No sábado o ICMS sobe R$ 0,06 por litro de óleo diesel.
Em Itaqui e Suape, principais portos de entrada de produto importado do Nordeste, a mudança de preço deve reduzir pela metade o prêmio do diesel nacionalizado e negociado no mercado à vista para R$0,23/l, de acordo com o fechamento de quinta-feira do mercado monitorado pela Argus. A decisão de proceder com o reajuste, na mesma data do aumento de R$0,06/l no valor do ICMS, demonstrou uma preponderância do argumento mercadológico em relação a uma postura mais centrada sobre consequências políticas na troca entre a Petrobras e o governo.
Até as declarações recentes do Ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, participantes de mercado de combustíveis enxergavam que o governo não iria ceder sobre a questão do reajuste de preço para não alimentar a inflação em um momento de oferta abundante de diesel no país, tanto nas refinarias da Petrobras quanto nos terminais portuários dos agentes privados.
O reajuste anunciado levanta entre os participantes de mercado a questão sobre qual nível de defasagem a Petrobras considera adequado, e evidencia a relevância dos setores econômicos envolvidos no mercado de distribuição na sua interlocução com o governo. (Fonte Rural News)



