Pesquisa genética pode controlar ervas daninhas

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems | Crédito: Brasmax

Um artigo publicado na revista Weed Science lança uma nova luz importante sobre a genética e o potencial de controle do amarante (Caruru) e do waterhemp de Palmer, duas ervas daninhas da espécie Amaranthus que são resistentes a vários herbicidas. O estudo foi realizado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Enquanto a maioria das espécies de Amaranthus são monóicas e contêm flores masculinas e femininas em uma única planta, o Caruru e o waterhemp são dióicos. Algumas plantas são femininas, enquanto outras são do sexo masculino. Essa diferença reprodutiva promove a diversidade genética, que podem alimentar populações resistentes a herbicidas.

Uma equipe da Universidade de Illinois recentemente sequenciou o DNA para plantas masculinas e femininas para explorar a diócise e a base genética da determinação do sexo. Os conjuntos de dados que eles compilaram a partir de sequências sexualmente específicas e com viés de sexo foram capazes de distinguir entre plantas masculinas e femininas de múltiplas populações geograficamente distinta com 95% ou mais de precisão.

Espera-se que esses novos dados de nível genético sejam de grande benefício para os pesquisadores interessados na biologia, evolução e controle. “Esperamos que uma melhor compreensão da genética de ervas daninhas abra novas estratégias de controle que ainda não foram consideradas”, diz Patrick J. Tranel, Ph.D., professor da Universidade de Illinois. “Por exemplo, pode ser possível manipular os genes para que todos os filhotes sejam machos, causando o colapso de uma população local de ervas daninhas”, conclui.

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