La Niña deve persistir até abril e pode retornar ainda este ano

O fenômeno climático La Niña deve se manter ativo até abril deste ano, segundo a mais recente atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), agência climática dos Estados Unidos. Inicialmente, a previsão indicava uma transição para a neutralidade climática no primeiro semestre. No entanto, há indícios de que, após esse período, o La Niña pode retornar até o fim de 2025, contrariando projeções anteriores que apontavam para a possibilidade do El Niño.

A presença do La Niña influencia o clima no Brasil, provocando estiagem no Sul e aumento das chuvas no Norte. No Rio Grande do Sul, o mapa climático de fevereiro aponta umidade abaixo da média. O calor intenso e a escassez de chuvas afetam a produção agrícola, especialmente as lavouras de soja, o que deve resultar em mais uma quebra de safra. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS) já registra perdas totais em algumas regiões.

Nos meses de março e abril, o fenômeno ainda deve atuar, mantendo baixos os índices de umidade no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, a expectativa de volumes de chuva abaixo da média em abril também gera preocupações quanto ao desenvolvimento da segunda safra de milho.

Após a pausa prevista, o La Niña tende a retornar e pode influenciar a safra 2025/26. Apesar dos desafios climáticos e da quebra de produção em algumas áreas do Centro-Sul, a projeção é de que o Brasil colha uma safra recorde, ultrapassando 325 milhões de toneladas sob a influência do fenômeno.

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