Fronteira agrícola na BA mostra aptidão para se tornar “celeiro de confinamento”

Profissionais da indústria da pecuária registraram visitas a propriedades que são exemplos de produtividade no oeste e sul da Bahia

Fonte Giro do Boi

Com um rebanho em expansão e fronteiras agrícolas absolutamente convidativas para a intensificação da agropecuária, a evolução da produção de carne bovina na Bahia foi um dos destaques do Giro do Boi desta terça, dia 12, em entrevistas com diretor de operações do Friboi no estado, Ivon Carlos Alves de Almeida, e com o gerente de originação da unidade de Itapetinga, Eduardo Hagge.

Os profissionais fizeram recentemente visitas a projetos de pecuária de corte que estão se tornando exemplo não só de como é a pecuária baiana, como também para todo o país, que são os casos da Fazenda Itaúna, de Nilo Coelho Filho, em Iuiú; Fazenda Pambú, de Aparecido Lelis, em Bom Jesus da Lapa; Fazenda Santa Bárbara, de Alfredo Magalhães Júnior, e Fazenda Rural Brejolândia, de Sílvio Roberto Coelho, ambas em Sítio do Mato;

Agropecuária Jacarezinho, em Cotegipe-BA; e Captar Agrobusiness, de Almir Moraes, em Luís Eduardo Magalhães.

POTENCIAL

“Conhecendo agora as regiões da Bahia, o oeste baiano, extremo-sul, […] a gente vê que a pecuária está bem evoluída, principalmente descendo ali para o oeste, onde a gente vê que tem uma topografia e é uma região muito parecida com Goiás, propícia para um confinamento, para a criação de gado, para a agricultura, que também está muito forte. Então a gente vê um potencial muito grande e realmente é o que tem acontecido”, aprovou Ivon.

“A Bahia tem suas particularidades, tem algumas nuances que, na verdade, num primeiro momento, quem analisa de fora não imagina. E sempre surpreende. É um estado que tem microclimas diferentes, regiões diferentes e com boas oportunidades. Tem grande vocação para a pecuária e cada vez se desenvolvendo mais. […] Tem realmente uma pecuária de alto nível, […] tem tecnologia e aptidão para o confinamento, uma região que com certeza vai ser o nosso celeiro de confinamento na Bahia”, completou Hagge.

Registros das visitas às propriedades na fronteira agrícola que é o “celeiro de confinamento” na Bahia

CICLO CURTO

Almeida destacou a transformação pela qual passa a bovinocultura da região oeste e sul da Bahia, saindo da pecuária de ciclo longo para um giro mais rápido dentro das porteiras. “O pessoal já vem evoluindo e abraçou a causa de uma pecuária mais rápida, mais eficiente, você ter um boi mais precoce. Consequentemente você tem uma carne melhor. No passado, o pessoal sempre deixava o boi mais erado, ela estava praticamente só a pasto, com isso levava três a quatro anos para poder terminar um boi no peso correto de abate. Agora o pessoal já está voltando para produzir um boi com dois, dois anos e pouco usando sistema de semiconfinamento e confinamento, então isso tem evoluído muito na Bahia”, especificou.

O diretor do Friboi ressaltou que a companhia se prepara agora para acompanhar a retomada da economia pós-pandemia. “A gente está presente em todas as cidades, com os nossos negócios, levando a nossa carne. Nós estamos evoluindo a indústria para melhorar e acompanhar o futuro. E o que a gente quer é estar presente com os pecuaristas, com os produtores e com os consumidores nos grandes mercados. Tudo isso que faz movimentar essa região, esse comércio local, tanto o comércio físico como o comércio turístico também”, sustentou.

RECONHECIMENTO

“A gente tem uma pretensão muito grande de começar a valorizar esse companheiro que faz esse boi com qualidade, com uma cobertura de gordura melhor, o que consequentemente também traz um produto melhor para levar para a prateleira do consumidor uma carne mais nobre. Então a gente tem que dividir esse pão. Na verdade, trabalhando juntos, de mãos dadas, a gente alcança mais objetivos”, declarou Ivon em sua participação no programa.

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