Estrangeiro precisa entender que a agricultura e a pecuária brasileira cresce de forma sustentável, diz Abiove

Segundo o presidente da entidade, André Nassar, o discurso internacional não leva em consideração que a maior parte do desmatamento ilegal está associado às atividades de grilagem de terras

Fonte Estadão

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, disse nesta sexta-feira, 12, que os estrangeiros têm dificuldade para entender que a agricultura e a pecuária brasileiras conseguem crescer de forma sustentável, sem provocar desmatamento ilegal. “Temos uma produção que cresce muito, mas o desmatamento ilegal tem dinâmica própria, não é sempre associado à agricultura”, comentou durante a sua participação no AgroForum, promovido pelo BTG Pactual.

Segundo o executivo, o discurso internacional não leva em consideração que a maior parte do desmatamento ilegal está associado às atividades de grilagem de terras. “Até há alguns produtores que não estão em conformidade com a lei, mas estes estão fora da nossa cadeia”.

Governança Ambiental, Social e Corporativa

André Nassar disse, ainda, que a entidade tem cumprido com o papel de levar a mensagem de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG, na sigla em inglês) aos produtores de soja do País. De acordo com ele, a Abiove trabalha como uma ponte entre o comprador de grãos e os produtores.

“Cabe a nós entender o que o comprador quer e passar isso para as fazendas”. Nesse sentido, a associação tem trabalhado para levar os conceitos de ESG para a cadeia produtiva de soja, que alcança de 50 mil a 60 mil produtores, segundo ele. Parte desse trabalho é feito por meio do Programa Soja Plus, que capacita gratuitamente o produtor rural na gestão da sua propriedade.

O executivo comentou, ainda, que hoje há aproximadamente 85 mil Cadastros Rurais Ambientais (CAR) referentes a propriedades que produzem soja no bioma Cerrado. “Desse total, 35% da área é ocupado por vegetação nativa e precisamos dar valor a essa área e mostrar que a produção favorece a sustentabilidade”.

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