Conforme FAO, só carne bovina continua ganhando preço no mercado internacional

Fonte Notícias Agrícolas

No relatório ontem, 04, divulgado, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informou que em seu Índice de Preços dos Alimentos (FFPI na sigla em inglês), o preço das carnes retrocedeu a 168 pontos (2002/04 = 100 pontos), resultado que representou quedas de 0,8% em relação ao mês anterior, abril de 2020, e de 3,6% em relação a maio de 2019.

Embora tenha correspondido ao quinto mês consecutivo de baixa de preços, a redução observada em maio foi ocasionada apenas pelas carnes suína e de frango, porquanto a carne bovina – após queda em janeiro e fevereiro e relativa estabilidade nos meses subsequentes – voltou a registrar aumento no mês que passou. De, aproximadamente, 5% – tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo mês de 2019.

Já as carnes suína e de frango mantiveram a marcha descendente. A suína caiu a menos de 133 pontos, menor índice dos últimos 13 meses. E a carne de frango, com 146 pontos, retrocedeu ao menor valor em mais de quatro anos, ou seja, de 2016 para cá, alcançou preço superior, apenas, aos registrados em janeiro e fevereiro daquele ano.

Explicando o desempenho das três carnes, a FAO observa que o incremento de preço da carne bovina foi determinado por um aumento de demanda ao qual se juntou uma redução de oferta por parte do Brasil e da Oceania. Já a seguida retração das carnes suína e de frango é reflexo da alta disponibilidade do produto no mercado internacional. Isto, a despeito de ter ocorrido aumento de demanda no leste asiático após o abrandamento das medidas de distanciamento social impostas pela Covid-19.

A destacar, no gráfico abaixo, que os preços das carnes de frango e suína vêm evoluindo de forma muito próxima e quase paralelamente nos últimos meses, o que significa que retornam, aproximadamente, à mesma paridade de preços registrada nos primeiros anos deste século.

Assim, desde então os preços da carne de frango evoluíram 46% e os da carne suína 33%. A carne bovina, por seu turno, alcançou em maio valor quase 120% superior ao do triênio 2002/04.

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