Clima é fator decisivo para safra, que tem 55,4% das lavouras em fase de enchimento de grãos

Mais do que nunca, o produtor rural está de olho nas previsões climáticas para as próximas semanas para a conclusão do desenvolvimento da safra

De acordo com a Conab, 55,4% das lavouras brasileiras estão na fase de enchimento de grãos. “O momento exige do produtor rural atenção ao clima nas próximas semanas para a conclusão do desenvolvimento da safra, especialmente nas regiões Sul, Nordeste e Norte, que concentram a maior parte desse estágio”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria Hedgepoint Global Markets.

Nos últimos 30 dias, as chuvas ficaram abaixo da média na Região Sul e em parte do Centro-Oeste, intensificando preocupações sobre as produções no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. No Paraná, embora as chuvas também tenham sido inferiores à média, o estágio avançado de desenvolvimento das lavouras, devido ao bom ritmo de plantio, minimizou os danos potenciais às plantas.

“Os mapas climáticos indicam chuvas na Região Sul e no sul do Mato Grosso do Sul entre 22 e 28 de janeiro, melhorando as condições das lavouras afetadas pela baixa umidade. No Paraná, o aumento da umidade pode dificultar o avanço da colheita, enquanto no Mato Grosso, a menor umidade favorecerá o início da colheita em áreas semeadas precocemente, embora com resultados abaixo do esperado devido à seca inicial”, diz.

Entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro, a Região Sul e o sul do Mato Grosso do Sul devem voltar a enfrentar menor umidade, gerando novas preocupações. Na faixa central do país, volumes elevados de chuva podem novamente dificultar o avanço da colheita no Mato Grosso.

“Nos próximos 14 dias, espera-se temperaturas ligeiramente acima da média no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, enquanto os estados da faixa central devem registrar temperaturas abaixo da média. A baixa umidade no Rio Grande do Sul, prevista para persistir em fevereiro e março, aumenta o risco de perdas produtivas, exigindo monitoramento constante das condições climáticas”, conclui Luiz Fernando Roque. (Fonte Rural News)

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