Vermes gastrointestinais, carrapato-do-boi e berne comprometem produtividade e geram perdas anuais significativas

A pecuária brasileira enfrenta desafios significativos devido à infestação por parasitas que comprometem a saúde animal e a rentabilidade do setor. Entre os principais vilões estão os vermes redondos gastrointestinais, o carrapato-do-boi e o berne, responsáveis por prejuízos bilionários anuais.
Vermes gastrointestinais: perdas expressivas
Os nematódeos gastrointestinais são responsáveis por mais de 50% das perdas sanitárias na pecuária brasileira, causando prejuízos estimados em US$ 7,1 bilhões por ano. Esses parasitas afetam principalmente bovinos leiteiros, provocando doenças como a estefanofilariose, também conhecida como úlcera do úbere. A enfermidade é transmitida pela picada da mosca-do-chifre e pode atingir humanos, sendo mais prevalente em períodos chuvosos e quentes.
Carrapato-do-boi: impacto na produção
O carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) é um dos ectoparasitas mais prejudiciais à pecuária nacional, com perdas econômicas estimadas em US$ 3,2 bilhões por ano. Além de causar anemia e irritações na pele dos animais, esse parasita é vetor de doenças como a tristeza parasitária bovina, que pode levar à morte do gado se não tratada adequadamente.
Berne: prejuízos à produtividade e ao couro
O berne, larva da mosca Dermatobia hominis, causa miíase cutânea nos bovinos, resultando em lesões na pele, queda de produtividade e desvalorização do couro. As perdas econômicas associadas ao berne são estimadas em US$ 383,5 milhões anuais.
Medidas de controle e prevenção
Especialistas recomendam a adoção de medidas preventivas, como manejo adequado, uso de antiparasitários e monitoramento constante do rebanho, para minimizar os impactos econômicos desses parasitas na pecuária brasileira. O controle eficaz é essencial para garantir a saúde dos animais e a sustentabilidade do setor.



