Leite: Reunião define data do encontro para fortalecer a Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia

 

Ascom Acrioeste

Um encontro ocorrido no último dia 10, reuniu entidades ligadas ao agronegócio baiano para definir a data do 1º Encontro da Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia. O evento tem data marcada e acontecerá nos dias 21 e 22 de novembro, no Parque de Exposições Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras. Organizado pela Comissão da Cadeia Produtiva de Leite da Bahia, o 1º Encontro da Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia será realizado pela Acrioeste, em conjunto com a Aiba e a Abapa.

Participaram da reunião representantes da Associação dos Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação dos Produtores de Algodão (Abapa), Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), Secretaria de Agricultura, Tecnologia, Indústria e Comércio de Barreiras, Cooperativa dos Produtores de Leite (Cooperleite), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Companhia de Ação Regional – Colegiado de Desenvolvimento Territorial (CAR-Codeter), Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (Setaf-BahiaTer).

O Oeste da Bahia já é reconhecido nacionalmente como um importante polo do agronegócio no cultivo de grãos e fibras e desponta com grande potencial para a produção de leite. Percebendo a necessidade de fortalecer essa nova matriz produtiva, foi realizada em abril de 2018, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), em Salvador, uma reunião para criar a Comissão Baiana da Cadeia Produtiva do Leite.

O trabalho realizado pela Comissão é coordenado pelo Sistema Faeb/Senar, com participação de representantes do governo do Estado, setor produtivo, universidades, entidades de classes a exemplo da Acrioeste e instituições privadas ligadas ao agro.

A comissão tem como objetivo principal tornar a Bahia autossuficiente na produção de leite, uma vez que, apesar de ter o 3º maior rebanho leiteiro e a 7ª maior produção de leite do Brasil, ocupa a 23ª posição no ranking de produtividade nacional, fazendo com que grande parte do leite consumido pelos baianos seja proveniente de outros estados, a exemplo de Minas Gerais e Goiás.

 

O diretor de eventos da Acrioeste, o pecuarista Antonio Balbino de Carvalho Neto, comentou que o objetivo principal da reunião é encontrar mecanismos para desenvolver a pecuária leiteira no Oeste da Bahia. “A produção de leite é parte integrante de toda a cadeia do agronegócio regional, que possui uma capilaridade enorme de opção de fortalecimento e desenvolvimento desta matriz produtiva, com fornecimento de matéria prima para ração animal”, disse Balbino.

Para ele todas as entidades que compõem o agronegócio são fundamentais para o fortalecimento da pecuária leiteira e a realização do 1º Encontro da Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia servirá de base para a construção de uma agenda positiva constituída de planos de ações estruturantes nos temas que serão abordados no encontro e os resultados obtidos no evento deverão ser encaminhados à todas as entidades governamentais com o propósito de fortalecimento das ações a serem implementadas.

 

Stefan Zembrod, presidente da Acrioeste também foi na mesma toada e afirmou que o potencial do Oeste da Bahia é enorme. “O que está faltando é organização no sistema. Tem muita gente trabalhando para que o desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite aconteça, mas só que cada um está fazendo de sua maneira. Precisamos unir as forças e trilharmos pelo mesmo caminho pelo bem de uma produção economicamente viável”, falou Zembrod, lembrando que é necessário fortalecer a parte sanitária para conquistar novos mercados. “São várias frentes que precisam ser trabalhadas e somente com a união de todos os setores ligados ao agronegócio é que poderemos obter o tão almejado sucesso”.

Falando em nome da Abapa, Libervan Morais, diretor executivo da entidade, relatou que o polo produtivo de grãos e fibras no Oeste da Bahia já está bem estruturado, considerado um dos mais importantes do Brasil e que a consolidação da cadeia produtiva da proteína animal trará um incremento na geração de emprego e renda para a região como um todo, uma vez que o aumento da pecuária leiteira exigirá mais insumos da cadeia de proteína vegetal. Ao invés de mandarmos esses insumos para fora do estado, estaremos absorvendo aqui mesmo na região”, assegurou Libervan.

 

O presidente da Aiba, Celestino Zanella, destacou a relevância do evento para a região. “A integração lavoura-pecuária é uma tendência mundial, e aqui temos o cenário ideal para nos tornarmos referência também na produção de leite, uma vez que temos área e insumos em abundância para o gado”.

 

Entre os objetivos finais do 1º Encontro da Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia estão unir a cadeia de produção do Oeste da Bahia para mostrar que é possível agregar renda produzindo de forma integrada e sustentável, além atrair empresários dispostos a investir em um grande laticínio e numa fábrica de ração animal, fechando assim o elo produtivo regional.

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