CNA e Cepea promovem painéis de pecuária de corte no Oeste da Bahia

Representantes da Confederação de Agropecuária e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) estiveram no último dia 14, em Barreiras, promovendo o primeiro dos cinco painéis que serão realizados no Estado da Bahia para a coleta de dados para o Projeto Campo Futuro. O encontro aconteceu na sede da Associação dos Criadores de Gado da Bahia (Acrioeste) e contou com a presença do presidente da Acrioeste, Mario Cezar Mascarenhas e de técnicos envolvidos na cadeia produtiva da carne.

Nesta primeira etapa, os representantes da CNA e Cepea visitaram três cidades baiana, Barreiras, Wanderley e Feira de Santana.

Segundo Ricardo Nissen, o objetivo principal desses painéis é avaliar a saúde financeiras da maior parte dos produtores rurais mais comun na região. Nesse painel de Barreiras foi levado em conta fazendas do vale com média de 300ha. Nesse levantamento chegou-se a conclusão que o principal produto dessas fazendas é a cria, ou seja, a produção de bezerros. A segunda atividade mais realizada na região é a recria e oportunismos de situações, quando os criadores investem na recria quando vislumbram um mercado mais favorável.

“Na atividade de cria, avaliamos uma situação não muito convencional, com baixa tecnologia aplicada e produtores que estão agregando pouco valor ao seu negócio”, disse o representante da CNA, ressaltando que com alguma tecnologia adicionada a produção, poderia aumentar muito a sua rentabilidade.

Ricardo Nissen afirmou ainda que a procura por uma assistência técnica de qualidade para trabalhar na redução na idade da primeira cria, na dimuição no intervalo entre partos, que um muitos casos atuais chegam a mais de dois anos e no aumento na eficiência reprodutiva ajudaria significativamente na melhoria da sustentabilidade do negócio. Enquanto isso não for aplicado nas propriedades rurais, os proprietários vão apenas conseguir pagar suas contas anuais, ficando em aberto investimentos na manutenção da infraestrutura, maquinário, entre outros, que com o tempo acabarão sucateados, fazendo com que esse modal acabe sumindo com o tempo.

Quanto a recria, o painel detectou algo bem diferente. Nessa atividade os criadores investem mais em tecnologia e, com isso, conseguem uma rentabilidade maior. “Os pecuaristas estão conseguindo entre nove e nove e meio de arroba por hectare/ano. É uma produtividade muito boa, conseguindo pagar todas suas contas anuais e ainda investir na melhoria da infraestrutura e repor todo o maquinário. A produtividade alcançada na região é acima das produtividades obtidas em outras regiões onde foram realizados os painéis”, disse Ricardo.

Para Mario Mascarenhas, com esses painéis vai ser possível identificar onde se pode atuar com mais eficiência para melhorar a situação do produtor. “Esse painel reflete a realidade do produtor rural de nossa região e não recebemos como surpresa o que detectamos, uma vez os índices zootécnios dessas criadores que não usam tecnologia e não buscam informações, são baixíssimos e no final não tem como fechar a conta da fazenda. Precisamos inserir no cotidiano desses criadores mudanças de atitudes que já de imediato mudariam seus índices zootécnicos. São medidas simples que podem ser implementadas através da contratação de uma assistência técnica e que no final transformariam o resultado final das fazendas”, enfatizou o presidente da Acrioeste.

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